A maioria dos empreendimentos, produtos e cidades que se autoproclamam sustentáveis, ainda não percorreram 5% do caminho que precisam percorrer para poderem ser considerados como tal. Mas a despeito das hipérboles do marketing, a difusão pura e simples dos conceitos que promovem a sustentabilidade não deixa de ser um alento.

Hoje existe alguma convergência para o fato de que precisamos encontrar juntos, as soluções urgentes para os problemas da convivência em um mundo superpovoado, de antagonismos crônicos, de devastação indiscriminada dos recursos naturais, de intolerância e desrespeito pela vida humana.

Se a sustentabilidade ainda parece um sonho distante ao menos, hoje, temos um aliado fundamental nesta busca pelo nirvana da qualidade de vida para todos. Esse aliado se chama tecnologia. Como humanidade, temos duas maneiras de alcançar a sustentabilidade: regredir a idade da pedra e voltarmos a viver em paz com a natureza ou encontrar soluções tecnológicas avançadas que permitam mudar a nossa maneira de nos relacionarmos entre nós e com o planeta.

A tecnologia mudou a maneira como escutamos música, como reservamos hotéis, como chamamos um táxi. E vai continuar mudando, tudo. Em São Paulo, e em várias outras cidades do mundo, já é possível encontrar um carro compartilhado na garagem de um shopping, destravá-lo com seu celular, rodar por aí e deixá-lo em outro local para que outros possam utilizá-lo. Mas como assim? Não precisaremos mais ostentar o carro do ano que acabamos de comprar? Não precisaremos mais. Essa cultura vai mudar. Em breve, os carros compartilhados serão elétricos e autônomos. E vão resolver os engarrafamentos e a poluição nas cidades. Imagine o que significa um trânsito sem mortes por acidentes. Isso é ou não é qualidade de vida?

A tecnologia já invadiu a sua casa, mas ainda vai mexer muito com a forma como você se relaciona com ela. Um cérebro eletrônico permite que você acompanhe o consumo de energia em cada cômodo, em cada tomada, reduzindo o consumo de maneira inteligente. Outros gadgets, como o Alexa, podem controlar todos seus aparelhos com o comando da sua voz. Sistemas de câmeras inteligentes, como a Nest, vigiam sua casa para você, reconhecem visitantes, controlam seus pets e crianças disparando alarmes se algo fora do padrão acontece.

As arcaicas relações trabalhistas vão acabar cedendo diante da tecnologia que nos permite trabalhar com pessoas que nunca vimos pessoalmente. A internet, a robótica e a realidade virtual vão transportar talentos pelo mundo inteiro sem nenhum profissional sair do lugar. Para que enfrentar o trânsito da Av. Presidente Vargas se você pode se conectar de sua casa numa tela compartilhada que promove uma reunião muito mais dinâmica do que a que você faria num escritório embolorado? E se a sua sala de reunião for turbinada com uma ferramenta como o Multi Vis da Comtex, você nunca mais vai querer fazer reunião de trabalho de outra maneira.

A tecnologia vai invadir o seu corpo com chips que controlam sua pressão, seu índice de insulina e são capazes de identificar o mínimo risco de um ataque do coração ou de um aneurisma.

Ainda vai demorar muito tempo para o mundo ser um lugar justo e sustentável, mas que a tecnologia é o caminho para isso, não resta a menor dúvida.