Marte se tornará habitável graças ao avanços tecnológicos?

Marte se tornará habitável graças ao avanços tecnológicos?

É incrível ver como a tecnologia avançou a ponto do homem ter planos concretos para colonizar Marte, como também chegar até o Sol. Até alguns anos atrás, realizações desse tipo eram consideradas inviáveis, afinal, não tínhamos tantos dados e informações como hoje. Mas, como atualmente os avanços tecnológicos vem progredindo com tanta rapidez junto ao conhecimento do Homem, talvez seja possível realizarmos algumas das metas que carregamos ao logo da história e, inclusive, tornarmos nosso planeta vizinho a segunda casa da humanidade.

Ainda esse ano, cientistas descobriram a existência de um reservatório subterrâneo permanente de água líquida em Marte, o que, para especialistas, aumenta consideravelmente as chances de existência de vida no planeta vermelho. Então, por que não colonizarmos Marte agora? Infelizmente, essa não é uma missão tão simples para nós, seres humanos. É bom termos em mente que, apesar da tecnologia de ponta, das 54 missões feitas pela Nasa com o objetivo de chegar até Marte, apenas 23 foram bem sucedidas, visto que a trajetória até lá é complexa e o pouso é muito arriscado.

Você deve estar se perguntado: por que Marte? Bom, porque além de ser um dos planetas mais próximos a nós, Marte tem quase o mesmo tamanho da Terra. Além disso, é muito frio, mas nada que não possamos contornar, afinal de contas há lugares como Alasca e Sibéria, por exemplo, quase tão frios quanto nosso planeta vizinho. Sabendo sobre essas características de Marte, podemos definir o que deveria mudar para torná-lo humanamente habitável: a camada deveria ser mais grossa e substancialmente alterada, assim como a temperatura deveria aumentar bastante.

Alexandre Amaral de Moura- O homem poderá colonizar Marte no futuro?

Tornar Marte habitável para a nossa espécie é um desafio que demanda muito estudo, dinheiro, paciência e tempo.

Com isso, concluímos que as peças-chave para colonizarmos Marte no futuro são:

1) O aquecimento global controlado.

2) A presença de Bactérias.

Vou explicar passo a passo a função de cada um deles nesse processo: antes de tudo seria utilizada uma frota de satélites com espelhos que amplificassem a luz do sol e tornassem o planeta mais quente. Depois disso, com o aumento exponencial de temperatura, o gás carbônico das calotas polares começaria a derreter e chegaria na atmosfera. Por que isso é bom? Pois iria ajudar a reter o calor do Sol perto da superfície e aumentaria a pressão da atmosfera para favorecer a presença de água líquida.

Em seguida, micro-organismos como as cianobactérias seriam introduzidos em Marte, que ao se reproduzirem e se multiplicarem, devem tornar o ar do planeta vermelho mais respirável para os seres humanos. Falando dessa forma parece algo simples e relativamente rápido, mas não é. Tornar um planeta do sistema solar habitável para a nossa espécie é um desafio que demanda muito estudo, dinheiro, paciência e tempo. No entanto, o resultado disso a longo prazo será um marco que mudará o rumo da humanidade para sempre, já que os homens começarão uma nova história em um lugar naturalmente inabitável no meio do sistema solar. Tudo graças à tecnologia. 

O Ser Humano é corrompido pela inveja no mundo virtual, sabia?

O Ser Humano é corrompido pela inveja no mundo virtual, sabia?

Black Mirror é uma série que faz diversas críticas à tecnologia futurística, porém mais do que criticar a tecnologia, critica os valores do Ser Humano. A maioria dos episódios mostra como as pessoas lidam com os avanços tecnológicos e como estes afetam a moral e a ética da sociedade, muita das vezes, negativamente. Invasão de privacidade, viagens no tempo, interação com pessoas que já morreram, convívio com robôs e exposições desnecessárias na mídia são alguns dos temas abordados que nos fazem refletir sobre até que ponto somos dominados pelo avanço desenfreado da  tecnologia.

No universo da série, as inovações tecnológicas traçam o destino da humanidade, o que é assustador. Os indivíduos, cada vez mais, perdem a essência e transformam o que seria benefício em ferramentas prejudiciais, tanto aos outros quanto a si próprios. O foco, portanto, é sempre na corrupção do ser humano, não propriamente da tecnologia. Alguns dos episódios mostram que, para a maioria das pessoas, o que mais importa é a imagem passada através das redes sociais, mesmo que aquela ideia não corresponda à realidade, o que chamamos de exibicionismo virtual. Por mais que a série seja fictícia, ela representa algo que, de fato, acontece no mundo em que vivemos e, inclusive, desperta a atenção da ciência para estudos que buscam compreender e explicar esse padrão de comportamento.

 

 

De acordo com uma pesquisa feita no Reino Unido, 70% dos entrevistados já encerraram uma amizade virtual por terem se sentindo incomodados com aqueles que exibem constantemente a ”vida boa” que levam nas redes sociais, enquanto um estudo feito pela Universidade Humboldt, em Berlim, com 357 universitários, reforçou a questão de que as mídias sociais, realmente,despertam sentimentos negativos, principalmente a inveja. Quase 30% dos entrevistados relataram nutrir esse sentimento ao ver, no Facebook e no Instagram, posts que indicam o sucesso do outro, sendo que cerca de  20% afirmaram chatear-se por terem a própria ostentação ignorada pelos amigos.

Mas em defesa as redes sociais, é preciso enfatizar que com ou sem internet, 40% de nossas falas diárias é sobre nós mesmos e nossas opiniões. As pessoas querem mostrar ao mundo quem elas gostariam de ser. Mais que isso, querem ser aceitas socialmente. No entanto, é válido ressaltar que o ato de se gabar não surgiu com tecnologia, mas a internet, de fato, ampliou essa predisposição humana. Por que isso acontece? Porque o mundo virtual libera uma parte de nossa personalidade guiada apenas pelos desejos, sendo assim os limites e censuras que impomos para nós mesmos perdem a eficácia.

O segredo para vivermos bem é o equilíbrio. É preciso refletir quando formos postar algo: Quais são as minhas verdadeiras intenções com esse post? Quero mostrar para alguém específico como estou bem de vida? Desejo causar inveja nos meus amigos? Siga seus instintos e não tente parecer feliz quando não está. Não tente passar aos outros o que não é verdade, nem seja alguém que não é só para impressionar alguém. Do que adianta falar que está bem quando na verdade seu dia foi péssimo? Respeite sua integridade e seus sentimentos, a aprovação de ninguém vai te fazer sentir melhor, talvez apenas por uma breve momento, mas a sensação é passageira. Seja você sempre, e pra quem não gosta: a função de unfollow não foi criada à toa, é só clicar.

 

 

 

 

 

Norman: a inteligência artificial psicopata e seus riscos

Norman: a inteligência artificial psicopata e seus riscos

O filme Psicose (1960), de Alfred Hitchcock, é famoso pelo seu suspense e pela condição mental de Norman Bates, um assassino em série com distúrbios mentais. Graças ao sucesso estrondoso, e por ser um clássico de filmes de terror,  a série ” Bates Motel”, baseada em Psicose, foi produzida recentemente  e abordou com mais detalhes a doença de Norman, como ela progrediu, e a forma como ele enxergava o mundo sendo psicopata.

Inspirados pelo personagem, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, criaram uma inteligência artificial de nome ”Norman”. Mas a pergunta é:  criar uma inteligência artificial psicopata acrescenta em que? Para os cientistas, o propósito de criar uma tecnologia nessas condições é entender como os dados são capazes de influenciar na performance de um algoritmo. Para isso, ”Norman” foi submetido à informações  assustadoras da internet e imagens ”fortes” de pessoas morrendo, com o intuito de comprovar como os dados poderiam afetar seu software. O que, de fato, aconteceu.

A inteligência artificial foi capaz de analisar e entender fotografias, as descrevendo em textos. Dessa forma,  os cientistas colocaram ” Norman” em contato com uma série de borrões de tintas do Teste de Rorschach, normalmente aplicado para analisar a saúde mental e emocional dos pacientes no ramo da psicologia. A interpretação pessoal de cada um é o ponto de maior relevância do teste, já que as imagens apresentadas não são nítidas.

 

Resultado de imagem para INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Inteligência artificial

Norman” e outra IA, treinada com imagens amigáveis,  fizeram o mesmo teste. A diferença de interpretação de cada software foi  gritante, mas o resultado já era esperado. Enquanto a outra inteligência artificial enxergava uma luva de beisebol,  ” Norman” considerou ter visto um homem sendo assassinado por uma arma de fogo. A pesquisa  comprovou, por fim, que os dados são mais importantes que o algoritmo, e que é necessário tomar cuidado com os riscos da inteligência artificial, caso dados tendenciosos sejam utilizados em algoritmos de aprendizado da máquina.

Por mais que a tecnologia esteja avançando e com tamanha rapidez, é imprescindível estabelecer certos limites e tomar precauções. No caso da IA, se algo der errado no processo e se as máquinas adquirirem uma consciência racista, preconceituosa e sexista, por exemplo, muito dificilmente a situação poderá ser revertida. ”Norman” foi essencial para provar um ponto: é necessário ter muito atenção aos dados utilizados nas máquinas, porque queremos conhecer apenas o Norman Bates fictício, não viver um filme de terror com máquinas psicopatas que não podemos controlar.

Sobre o uso de próteses: tecnologia ou superpoder?

Sobre o uso de próteses: tecnologia ou superpoder?

A tecnologia em pouco tempo se desenvolveu a ponto de não sabermos mais o que ainda é novo ou já foi superado. Na medicina, além de gerar expectativas positivas, há momentos em que o desenvolvimento tecnológico pode se tornar perigoso, por exemplo: Imagine se a indústria voltada para medicina desenvolvesse uma prótese melhor do que uma perna humana e certas pessoas acreditassem que isso gerasse uma vantagem em relação aos outros, ou até mesmo uma condição de vida melhor. Será que alguns amputariam as pernas para se tornarem mais velozes ou para andarem com mais desenvoltura com a ajuda de próteses?

Existem questionamentos em torno dessa questão e, por isso, devemos discuti-la e analisa-la com muito cuidado. É certo que a tecnologia vai continuar se desenvolvendo em um fluxo contínuo e, sabendo disso, devemos levar em conta nossos princípios de ética e moral na hora de estabelecermos limites aos avanços tecnológicos, pensando sempre no rumo que a humanidade irá tomar com determinadas mudanças. Entretanto, a quantidade de cientistas e intelectuais que se denominam transumanistas, defensores  do uso da tecnologia e da ciência para transcender os limites humanos, vem crescendo continuamente, o que preocupa, por outro lado, outros intelectuais e pessoas relacionadas ao tema.

Homem utilizando prótese controlada pelo cérebro

O filósofo Francis Fukuyama, da Universidade Johns Hopkins, é uma dessas pessoas que vai contra o pensamento dos transumanistas. Ele considera a ideia uma das mais perigosas do mundo e explica a razão: a desigualdade que essa transformação irá causar, não só nos fatores biológicos, como na forma que as leis serão aplicadas para cada um. Não há como discordar com a lógica de que apenas os mais ricos e favorecidos poderiam dar-se ‘’ ao luxo’’ de investir nesse tipo de mudança física e, assim, exigir privilégios perante a lei por serem superdotados, diferentemente do resto da humanidade.

Contudo, é necessário reconhecer que em alguns casos, a tecnologia é a solução mais eficiente e criativa para um problema. Há pessoas que perderam uma parte do dedo e decidiram implantar no espaço vazio um pen-drive, dando a esse membro do corpo outra utilidade. Outros usam próteses biônicas, controladas pelo cérebro, que funcionam através da força do pensamento e são muito úteis para aqueles que não possuem os braços ou as pernas.

É indiscutível que precisamos da tecnologia e não devemos descarta-la em momentos que ela pode ser um diferencial. Porém, é importante ponderar sobre os benefícios que próteses tecnológicas podem trazer, sendo utilizadas apenas quando necessário para o retorno da qualidade de vida dos que realmente precisam, não para aqueles que desejam transcender os limites humanos substituindo membros saudáveis deliberadamente para adquirir os tais ‘’superpoderes’’ que tanto sonham.  

Inovação para envelhecer bem

Inovação para envelhecer bem

Viver mais de cem anos será cada vez mais comum nas próximas décadas. Um indivíduo alcançar 120 anos será possível e até esperado. O avanço no combate a doenças como o câncer e a diabetes com medicamentos cada vez mais precisos e poderosos desenvolvidos pela indústria farmacêutica é apenas uma das razões para o aumento na expectativa de vida.
Mas como fazer para envelhecer de bem com a vida? Uma série de inovações vem trazendo mais conforto e segurança para os vovôs e vovós que estão com suas vidas cada vez mais ativas.


Dentre elas, estão os serviços de monitoramento de idosos que prometem socorro imediato em caso de uma queda, por exemplo. Como se sabe, as quedas são um dos maiores problemas enfrentados pelos idosos. Muitos acabam deixando de sair de suas casas por medo de um acidente. Novos dispositivos conectados pela tecnologia GPS a uma central de atendimento estão proporcionando mais segurança para que os idosos possam sair tranquilos com muito mais independência.

 

 

Um desses aparelhos é o GoSafe da Philips. Pendurado em um cordão no pescoço, o aparelho emite alarmes se o usuário sofrer uma queda ou um desmaio. O aparelho é também um auto-falante que permite que o idoso chame por socorro se precisar.

Também foi lançado recentemente na feira mundial de tecnologia CES 2018, em Las Vegas, o air bag para idosos. Trata-se de um cinto que infla ao menor sinal de queda, protegendo o quadril do usuário idoso evitando uma das fraturas mais comuns em idades mais avançadas. O produto já vem sendo comercializado pela empresa Helite. Saiba mais sobre o produto neste artigo.

 

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Estas são apenas algumas provas de que a tecnologia anda lado a lado com inovação e  qualidade de vida. E que a vida seja longa.
Tecnologia e Sustentabilidade – por Alexandre Amaral de Moura

Tecnologia e Sustentabilidade – por Alexandre Amaral de Moura

A maioria dos empreendimentos, produtos e cidades que se autoproclamam sustentáveis, ainda não percorreram 5% do caminho que precisam percorrer para poderem ser considerados como tal. Mas a despeito das hipérboles do marketing, a difusão pura e simples dos conceitos que promovem a sustentabilidade não deixa de ser um alento.

Hoje existe alguma convergência para o fato de que precisamos encontrar juntos, as soluções urgentes para os problemas da convivência em um mundo superpovoado, de antagonismos crônicos, de devastação indiscriminada dos recursos naturais, de intolerância e desrespeito pela vida humana.

Se a sustentabilidade ainda parece um sonho distante ao menos, hoje, temos um aliado fundamental nesta busca pelo nirvana da qualidade de vida para todos. Esse aliado se chama tecnologia. Como humanidade, temos duas maneiras de alcançar a sustentabilidade: regredir a idade da pedra e voltarmos a viver em paz com a natureza ou encontrar soluções tecnológicas avançadas que permitam mudar a nossa maneira de nos relacionarmos entre nós e com o planeta.

A tecnologia mudou a maneira como escutamos música, como reservamos hotéis, como chamamos um táxi. E vai continuar mudando, tudo. Em São Paulo, e em várias outras cidades do mundo, já é possível encontrar um carro compartilhado na garagem de um shopping, destravá-lo com seu celular, rodar por aí e deixá-lo em outro local para que outros possam utilizá-lo. Mas como assim? Não precisaremos mais ostentar o carro do ano que acabamos de comprar? Não precisaremos mais. Essa cultura vai mudar. Em breve, os carros compartilhados serão elétricos e autônomos. E vão resolver os engarrafamentos e a poluição nas cidades. Imagine o que significa um trânsito sem mortes por acidentes. Isso é ou não é qualidade de vida?

A tecnologia já invadiu a sua casa, mas ainda vai mexer muito com a forma como você se relaciona com ela. Um cérebro eletrônico permite que você acompanhe o consumo de energia em cada cômodo, em cada tomada, reduzindo o consumo de maneira inteligente. Outros gadgets, como o Alexa, podem controlar todos seus aparelhos com o comando da sua voz. Sistemas de câmeras inteligentes, como a Nest, vigiam sua casa para você, reconhecem visitantes, controlam seus pets e crianças disparando alarmes se algo fora do padrão acontece.

As arcaicas relações trabalhistas vão acabar cedendo diante da tecnologia que nos permite trabalhar com pessoas que nunca vimos pessoalmente. A internet, a robótica e a realidade virtual vão transportar talentos pelo mundo inteiro sem nenhum profissional sair do lugar. Para que enfrentar o trânsito da Av. Presidente Vargas se você pode se conectar de sua casa numa tela compartilhada que promove uma reunião muito mais dinâmica do que a que você faria num escritório embolorado? E se a sua sala de reunião for turbinada com uma ferramenta como o Multi Vis da Comtex, você nunca mais vai querer fazer reunião de trabalho de outra maneira.

A tecnologia vai invadir o seu corpo com chips que controlam sua pressão, seu índice de insulina e são capazes de identificar o mínimo risco de um ataque do coração ou de um aneurisma.

Ainda vai demorar muito tempo para o mundo ser um lugar justo e sustentável, mas que a tecnologia é o caminho para isso, não resta a menor dúvida.